Laquê e Meia-Calça: Minha amiga Lari- Parte I

Hoje é quinta-feira e é um ótimo dia para falar sobre as nossas parceiras, confidentes, irritantes, amadinhas e fofinhas amigas.

As nossas amigas irmãs, irmãs amigas, jóias enviadas dos céus para fazer com certeza a nossa vida mais feliz! Elas que estão sempre prontas para nos amar, até quando não estamos merecendo muito ser amadas, são as nossas maquiadoras, stilysts, parceiras do sorvete com sofá e puxadoras de orelhas oficiais.

Nós amamos as nossas amigas e somos amadas por elas. E é por amar as nossas preciosas hermanas que temos o dever e a obrigação de: “SE TOCAR”!

E nessa deixa que eu começo a contar a minha história com a minha amiga Lari.

Eu tenho uma memória fotográfica-sensorial-emocional impressionante (às vezes irritante), mas que graças aos deuses, me presenteia com flashbacks dignos de um kodak moment com moldura. E desses arquivos é que eu trago as minhas primeiras impressões sobre a Lari, embora já tivéssemos sido apresentadas no meu casamento, mas de forma muito muito breve e superficial.

Era o dia do casamento da Lari com o Edu, eu sabia somente duas coisas sobre ela: primeiro que: “-A Larissa é muuuuuuuuuuuito legal” e a segunda coisa era que; ela estava envolvida 100% em 89% das traquinagens do meu marido na infância, o Jorge até então era o nosso elo.

Chegamos um pouco antes do meio-dia no hotel e fomos automaticamente sugados pelos ares de festa já na recepção. Conheci o noivo e confesso, achei que ele estava bêbado, meio “voando”, talvez  resultado de uma festa muito louca do dia anterior.

Na sequência apareceu a Lari preenchendo o ambiente como lhe é peculiar e já perguntou: “-Ah! Não trouxe o Cauã?” e nos próximos três segundos ela já sabia que eu precisava de laquê e meia-calça!

Nesse gancho, sem ao menos tirarmos as malas do carro, já fomos em caravana pela bela Jaraguá do Sul que estava toda movimentada com um evento do UFC e invadimos o shopping, nós e 94% dos convidados do casamento, quase um rolézinho.

Mais uma vez levada pela maré festiva me vi perseguida pela Lari, algumas madrinhas, Jorge e até o noivo, Americanas à dentro em busca dos meus breguetes.

E foi com spray Karina e meia-calça que eu e a Lari criamos o nosso primeiro laço, sem Jorge, só eu e ela.

A cerimônia foi muito bonita, mas o que eu me lembro mesmo era do Edu, o noivo, ali pronto para entrar. No primeiro passo ele desabou, foi tomado pelas lágrimas que inundaram aquela igreja. Cutuquei o Jorge e disse: “- Olha que lindooooooo! Que noivo emocionado, tomado pelo amor!”. Mas eu tinha a impressão de que aquele choro ia além de emoções nupciais, mas… casamentos são surpreendentes.

A festa foi um estouro!! Tinha uma banda muito louca as pessoas estavam todas curtindo, mas o ápice master blaster veio na entrada da noiva.

Tchutchá tcha tchu tchutchá ( e faz o som de funck) ela chegou arrasando: “Ela não anda…ela desfila…ela e top… capa de revista….”

e lá veio a Lari roubando a cena e hipotizando todo mundo com aquele seu sorrisão, não brilhava somente pelo vestido branco ou porque ela era a noiva, a Lari é uma presença reluzente, iluminada, espaçosa, barulhenta e ainda vem com aquele “sotaque-dançanT”. Durante a festa ela me contou e recontou todas as milhões de histórias que o Jorge já havia me narrado, mas do jeito que eu gosto, atenta ao detalhes e trazendo questões antes “negligenciadas” por Jorge! Será que nos tornaríamos amigas?

E foi essa a imagem que eu guardei da Lari no meu álbum mental, pura luz. Fomos embora no outro dia e nem nos despedimos.

A partir daí quando se falava de Lari, ela já era minha “íiiiintima”!

Ficamos 14 meses sem nos encontrar, até que ela veio com a excursão de Jaraguá nos fazer uma visita aqui em Catching Grapes, isso foi no ano passado.

Eu lembro que quando estávamos combinando a data, ela insistia que queria frio, frio, muito frio, frio da Sibéria, entendi que era coisa de turista, o ano (como os outros) estava meio destemperado, mas ela conseguiu um final de semana daqueles de “renguear cusco”.

Nessa visita ficou decretada, selada e carimbada a nossa amizade. Lari e eu temos a fina sintonia e conseguimos até ler o pensamento uma da outra. Não é raro me perguntar como vivemos todos esses anos sem nos conhecermos, mas a nossa hora chegou! Mesmo na Sibéria congelante conseguimos até dividir os nossos calorões malucos, meus da gravidez e da Lari na sua menopausa precoce!

E foi nessa mesma visita que eu tive de fato um baque, um clarão… pela primeira vez as minhas memórias estavam um pouco equivocadas.

Vamos voltar ao casamento em Jaraguá?


Fim da parte um queridos, amanhã continua! Preparem os seus corações, os seus lencinhos e amigas, se toquem de uma vez por todas!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s